sexta-feira, 27 de maio de 2011

A angústia forma o discípulo da possibilidade e prepara o cavaleiro da fé

Post referente a aula do dia 24/05/2011

            Acredito que um dos lugares que mais faz apologia ao sentimento de angústia e de dúvida é a psicologia e em especial quando estamos diante dos psicólogos fenomenológicos existencialistas. Infelizmente, essa não é uma vertente teórica muito contemplada no curso da PUC – Betim, digo isso no sentido de ter um maior número de disciplinas, porque no quesito profissionais ela está muito bem representada. Todavia, com o pouco que tive contato serviu para eu me apaixonar por essa perspectiva epistemológica.
Continuando... pensei na fenomenologia existencial por encontrar no decorrer das aulas de Institucional uma semelhança muito grande entre as idéias de Heidegger, e de outros autores que ajudam a sustentar essa corrente de pensamento, e dos pressupostos levantados pelos institucionalistas. Seja quando eles propõem a angústia da dúvida como algo positivo, ou quando a esquizoanálise fala do “não atrapalhar o devir”, lembrando em muito um dos princípios da fenomenologia, a concepção de Epokê, isto é, a suspensão de juízos permitindo que o fenômeno se revele tal como ele é. Contudo, acho graça em uma coisa: de três pessoas falando sobre esquizoanálise que vi serem confrontadas com a idéia de que esse saber tem muito da fenomenologia existencial, todas elas se mostraram hostis e não concordaram. Mas que Heidegger falou primeiro, ele falou... ^^
E em clima de dúvida, angústia, certeza da finitude e da fragilidade do ser, revirei tudo no meu quarto atrás de um texto passado pela incrível prof. Lizandre e que vale muito ser lido.


Pensar a Vida, Saltar o abismo

Todos nós já sentimos essa dor de ser e, vez ou outra, com uma intensidade quase insuportável. Sentimo-nos estrangeiros em nossa própria vida. Sentimo-nos em dívida com nós mesmos. Um vazio nos invade. Nossa existência perdeu o significado. Não sabemos mais quem somos nem quem podemos ser. Queremos que alguém nos explique o viver! Que alguém nos explique quem somos e a que viemos!...
A dor de ser faz parte da nossa natureza. Não agüentarmos apenas ser, temos que ser nós mesmos . Não queremos repetir ninguém nem que ninguém nos copie. Também não nos basta que os outros aprovem nossa vida. É preciso que ela faça sentido para nós mesmos.
Essa dor sentida é, no entanto, apenas uma face da moeda, a outra, que mal reparamos, é a de uma bem-aventurança. Se podemos sentir a dor de nos ter perdido de nós mesmos, é porque temos o poder de nos encontrar novamente.
O que nos angustia e deixa aturdidos nessa história, é que para esse indivíduo exclusivo que somos e para o sentido pessoal de nossas vidas, não há nenhuma referência possível.. Os modelos culturais e os outros com quem convivemos podem nos inspirar, mas apenas isto. O resto é conosco. Temos que ser ao mesmo tempo os autores, os atores e os juizes de nosso próprio existir.
A certeza de que morreremos, mas sem saber quando, é o que muitas vezes nos empurra para essa tarefa sem referências de tomarmos nas mãos o nosso destino, a nossa história exclusiva e de emprestarmos para a vida a nossa própria cara. Temos pouco tempo.
E tudo é risco, é aposta. É passo sobre o abismo. Que exige coragem. E preparação.
Esta preparação é tarefa do pensar, da reflexão. O que a filosofia pode fazer conosco é isto: ensinar-nos a pensar. E conhecer esse “segredo” já é meio caminho andado.
Pensar, ou refletir, não é perder-se em elucubrações, análises, cálculos, infindáveis relações. Ao contrário, é estancar esse tráfego incessante de palavras e idéias em que nos atolamos e penetrar naquilo que ainda é invisível e desconhecido para nós, trazendo-o para a luz. Pensar começa por parar (o tráfego de idéias) para pensar .
Quando paramos para pensar, podemos nos observar e flagrar quais medos, fantasias, crenças, preconceitos nos têm influenciado. Flagrando-os, nós interrompemos o seu fluxo e o domínio que vinham tendo sobre nós. Eles emudecem. Silenciam. E nós mesmos entramos em silêncio.
E é só quando ficamos silenciosos que começamos a nos ouvir. A ouvir a voz que vem lá das nossas profundezas, sábia, revelando o sentido de nossa vida, o caminho, o gesto necessário. Enchendo-nos de coragem para o passo sobre o abismo. Transformando a dor em bem-aventurança, em vontade, em decisão. Descobrindo nosso próprio poder. Preparando-nos para ir ao encalço de ser quem só nós mesmos podemos ser e de viver como só nós mesmos podemos viver

Dulce Critelli
Texto publicado na coluna “Outras Idéias”, Folha Equilíbrio,
“Folha de São Paulo”, de 10 de outubro de 2002


Neste dia me lembrei ainda de uma música, pertencente aquele que considero o maior músico da última década, que de forma versátil e criativa consegue fazer arte em meio a chatice e ao apelo visual glamuroso do pop norte americano.
John Mayer em seu álbum Continuum [2006] gravou uma música chamada Belief (convicção), e quando em sala todos diziam do medo em sair da faculdade e não saber o que fazer, de ter que responder de um lugar (profissão) marcado por uma representação social e de demais dúvidas que circundam nossas vidas, me agarrei na idéia que o citado músico esbraveja no refrão:

♫ “Nós nunca ganharemos do mundo
Nós nunca pararemos a guerra
Nós nunca superaremos isso
Se é pela convicção que estamos lutando” ♫

Exato, o que move o mundo são as dúvidas e não as certezas, em verdade, vemos as convicções provocarem as tragédias (vide o caso dos fundamentalistas, sejam eles religiosos, políticos ou cientistas). A música ainda nós diz mais:
A convicção é uma bela armadura
Mas ataca a mais pesada espada
É como socar debaixo d'água
Você nunca consegue bater em quem você está tentando [...]
Ah, todos acreditam
Em como eles acham que deveria ser
Ah, todos acreditam
E eles não vão com calma” ♫

E ao som desta música, diminuo meu desespero em ser, em fazer...

Na mesma proposta...



John Mayer – Belief 

Poema: E agora José - [Carlos Drummond

Compilação de textos da Dulce Critelli 

[Título do post oriundo da lembrança de uma aula do 4º período. Não sei a quem a frase pertence, mas a vejo sendo utilizada em textos que discutem a religião pelo viés fenomenológico existencial, sendo o termo “cavaleiro da fé” atribuído a Kierkegaard]



Post feito ao som de Beirut - Gulag Orkestar [2006]





O mito da neutralidade axiológica

Post referente a aula do dia 23/05/2011

            É difícil nos colocarmos e nos enxergarmos nas coisas, principalmente quando falamos enquanto representantes da academia, afinal estamos marcados pela lógica da ciência positivista, que prega aos quatro cantos o ideal de neutralidade axiológica. Mas como separar o homem da humanidade?
            Assim, propor as pessoas, especialmente no que concerne a produção acadêmica, a exporem sentimentos e idéias é uma tarefa complicada, pois passamos todos os anos do curso superior nos escondendo atrás das normas da ABNT e suas distintas formas de citação e utilizando de uma escrita formal. Claro que isso organiza e valida a produção de saber, mas também faz dela algo insuportavelmente impessoal.
            Entrei nesse papo e nem sei bem porque, na verdade acho que a tentativa de possibilitar que as pessoas falassem de suas vivências na aula desse dia me levou a pensar no quanto tentamos, na psicologia, desconstruir um pouco esse ideal de neutralidade (que acredito ser inalcançável) e boicotar essa concepção de que analisar fenômenos de forma artificial é o caminho para se atingir o verdadeiro conhecimento. Afinal, retirar o fenômeno do seu contexto, ignorar a interação do pesquisador/interventor/profissional com o que se busca compreender é tratar a realidade como se estivesse em um tubo de ensaio, impedindo que ela seja, pois são as contradições e as relações que a faz como ela é (sempre caio nesse papo de fenomenologia ¬¬’). E com isso, fico feliz com a proposta de fazer este diário, afinal é um meio de romper com a forma instituída de produzir saber.

            Aff...sem idéias para esse texto.

Tinha pensado em falar de um filme que vi recentemente, “The Elephant Man” [1980] do diretor David Lynch, e tentar discutir um pouco sobre a complexa e tênue linha entre assistencialismo e a promoção da cidadania e da dignidade, partindo do texto “A casa de inverno” que foi base desta aula. Porém, achei que seria reduzir esse grande filme a uma única temática que lhe é emergente e obrigá-lo a servir um propósito muito menor do que ele se presta na verdade. E acho ainda que meu amigo Breno não aguentaria mais um só comentário meu sobre esse filme... :P
Mas fica uma boa dica de filme realista do diretor mais surrealista de todo os tempos.


Texto citado - “A Casa de Inverno: notas para a desinstitucionalização da assistência social” [Antonio Lancetti]

Post feito ao som de Andrew Bird - Armchair Apocrypha [2007]


domingo, 22 de maio de 2011

Ética: postura do ser diante da moral instituída

Post referente a aula do dia 17/05/2011

            Numa aula em que uma das temáticas foi a ética, diferenciando esta da idéia de moral, tentando pensá-la enquanto um ponto de escolha do sujeito diante das contradições e nuances da vida,  e onde as normas e valores instituídos não são páreos para os imprevistos e singularidades da nossa frágil existência, o filme “Menina de Ouro” vem como uma ótima película para se pensar sobre a postura do ser diante dos conflitos da vida, e no caso específico do filme uma questão que tem sido abordada com certa freqüência: a eutanásia. Vale ressaltar que pensei neste filme após a professora utilizar como exemplo uma passagem do filme Gran Torino [2008] também dirigido por Clint Eastwood.
            “Menina de ouro” é um drama estadunidense que conta a história de uma jovem (Hilary Swank) que possui um grande talento para o boxe, talento que ainda não foi lapidado, conseguindo, depois de muita insistência, que um famoso treinador (Clint Eastwood) a ajude. Este, que possui uma relação muito conturbada com a própria filha, vive isolado, e ao iniciar seu trabalho com a jovem boxeadora desenvolve uma relação marcada por um lado afetivo paternal, criando laços familiares com a mesma, uma vez que ela também vinha de uma relação familiar complicada, até mesmo repulsiva.
            Trata-se de uma obra sensível, com grandes atuações e mais uma maravilhosa direção de Eastwood, que já contava com mais de 24 trabalhos em sua carreira no trabalho atrás das câmeras. E este filme, chegando ao seu ápice com o final surpreendente que tem, é de onde retiro a seguinte passagem para pensar a ética.
            Após várias grandes lutas e vitórias, marcadas pela superação de vários paradigmas, a boxeadora sofre um acidente no ringue que a deixa tetraplégica, não encontrando mais sentido em sua existência e tentando de todas as formas cometer suicídio. Porém, diante da dificuldade na execução de tal escolha, ela solicita a seu amigo e treinador que lhe ajude em sua decisão, colocando-o em um grande impasse, afinal além dos sentimentos paternais pela jovem, o ato de tirar a vida de outrem é prática ilegal, sustentada por várias normas sociais. Assim, vemos um personagem a mercê das intempéries da vida, e para qual a normas estabelecidas socialmente não oferecem suportes. O treinador está diante de um impasse, pois ao preservar a vida da jovem que tanto estima, respeitando ainda a norma estabelecida, a mantém viva e infeliz contra sua vontade, ou pode ainda satisfazer o desejo da jovem, se separando enfim dela. Trata-se de uma delicada decisão, na qual o personagem se vê desamparado, remetendo a uma escolha do próprio sujeito, uma escolha ética, uma vez que está é a postura do sujeito diante do que é instituído.
Obs: Não cabe aqui apontar a escolha feita pelo personagem, merecendo a surpresa que o filme oferece.

 








 Título: Million Dollar Baby
Diretor:Clint Eastwood
Elenco: Clint Eastwood, Hilary Swank e Morgan Freeman
País: EUA
Ano: 2004




Na mesma proposta...
Curta metragem sugerido:  “A ética” dirigido pelo crítico de cinema Pablo Villaça



[Acredito que a temática do curta gire mais em torno do que é denominado de moral, afinal o assassino segue um código rígido de trabalho e princípios, mas vale a pena assistir pelo caráter independente da obra e pela forma como a trama se desenrola]

Post feito ao som de Arctic Monkeys - Whatever People Say I Am,That's What I'm Not[2006]


Do analisador (não) construído a minha confusão com o que foi dito


Post referente a aula do dia 16/05/2011


Esta era a aula que inaugurava a participação dos grupos na construção de um analisador para trabalhar um texto com a turma. O pessoal responsável criou uma dinâmica interessante e até divertida, na qual exercitávamos o que sabíamos do texto, e claro aprendíamos com o que os colegas sabiam. Assim, descobri que não entendi exatamente o conceito de analisador construído, afinal as críticas direcionadas a dinâmica não fizeram sentido para mim.
Contudo, concordo que a postura de apresentação do texto tomada pelo grupo posteriormente não saiu do comum, e assim como dito por um dos colegas (não me recordo quem), nossa postura de ouvintes também não teve nada de diferente do que tem sido nosso habitual em algumas aulas. Porém, discordo da afirmação de que temos um “pacto de silêncio” para ‘proteger’ os grupos que estão conduzindo um trabalho, afinal até recentemente nossa sala era muito participativa, fazíamos bastantes comentários e perguntas (não sei por que a maioria concordou com essa argumentação de pacto O.O), sendo que a postura participativa ainda sobrevive em algumas aulas.
Fiquei frustrada com essa aula, uma das poucas que não pensei em algo fora do contexto da sala, bem como não entendi ao certo as discussões levantadas e algumas opiniões expressas. Estava no embalo do diário/blog e de repente não entendi o que estava acontecendo, não distingui elementos para abordar aqui, bem como não sei se vale a pena publicar alguma opinião sobre o ocorrido, afinal não alcancei o sentido de toda a “confusão”.
            Em tempo: Horas depois de ter escrito o comentário acima, pensei: Acho que a crítica a postura da sala na referida aula, a qual já disse que não concordo ser o habitual da sala, rendeu uma discussão que remete a postura de manutenção do que estava instituído, neste caso, a concepção de que não se deve criticar algo feito pelo outro, sendo o silêncio tomado como algo negativo, não conduzindo a sala a uma transformação do lugar do aluno e do professor e reproduzindo ainda uma antiga lógica da educação, a da escuta passiva. Este último aspecto me lembrou um dos filmes que mais assisti na adolescência, o clássico “A sociedade dos poetas mortos”.
            O filme mostra uma escola sustentada no modelo clássico, rígida em suas normas e concepções, não podendo o professor aplicar nossas formas de lecionar, e nem aos alunos contribuírem subjetivamente com as aulas. Contudo, a entrada de um novo professor, interpretado por Robin Williams, que foge a essa regra, marca um grande momento, pois ele busca fornecer espaço e ferramentas para que seus alunos sejam mais autônomos, impliquem com suas existências e consigam construir seu próprio conhecimento, não reduzindo os saberes a simples fórmulas e nem relegando a vida a vontade dos outros.
            Neste filme vemos claramente alguns dos conceitos até hoje abordado, sendo eles: instituído, instituínte, atravessamento e transversalidade. O professor surge com uma nova proposta de ensinar, identifica os alunos envoltos na idéia de mudança e se junta a eles. Vemos jovens que começam a adotar posturas distintas, que questionam, e isso ao mesmo tempo em que presenciamos a contra partida da escola, que quer a queda do revolucionário professor e o movimento dos pais que também são contrários as mudanças.
            Não sei bem que caminho tomou a discussão da sala, e se o que escrevi faz algum sentido, mas agradeço por me fazer rever esse filme, os tempos mudam, mas ele ainda tem seu valor. E agradeço a Camila Teodoro por me recordar do nosso professor Denílson, que era uma mente inovadora em meio ao marasmo da escola pública.











Título: Dead Poets Society
Diretor: Peter Weir
Elenco: Robin Willians, Ethan Hawke, Sean Leonard e Josh Charles.
Ano: 1989
País: EUA



 #Carpe Diem#


Na mesma proposta...

Filme Sugerido: Entre les Murs [2007] Diretor: Laurent Cantet [cansativo, mas interessante para pensar nas relações de poder na sala de aula, bem como a decadência do modelo clássico de educação]

 
Músicas sugeridas: Say – John Mayer / No Such Things – John Mayer


Post feito ao som de DeVotchKa -  Una Volta [2003]



terça-feira, 17 de maio de 2011

Todo coração é uma célula revolucionária


Post referente a aula do dia 10/05/2011

            A aula que inaugura o diário de bordo girou em torno de discutir a metodologia que envolve a intervenção institucional, passando pelos preceitos anteriormente vistos e que se referem a necessidade de se pensar a realidade como algo complexo, sendo ineficaz e empobrecedor tentar conhecê-la e abordá-la por uma única via teórica e prática, cabendo pensar na proposta da atuação multiprofissional e multireferencial. Contudo, toda a aula “esvaneceu” diante de outro conceito, que já havia surgido brevemente em uma aula ainda no início do semestre, mas que agora retornava com maior clareza. A idéia de "Utopia Ativa" é incrível, acredito que tamanho fascínio pelo termo é originário das minhas aventuras pelo grêmio estudantil e pela juventude socialista, afinal concordo com Che Guevara: “Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética.”
            Assim, com esse conceito pensei logo em um filme que assisti ano passado e do qual passei a ser fã declarada, afinal, além de uma grande realização nos termos de produção cinematográfica, é uma obra provocativa, política, reflexiva e com ótimos diálogos.

            O filme “The Edukators” trás a história de 2 jovens que invadem mansões e trocam móveis e objetos de lugar, deixando mensagens como “vocês tem dinheiro demais” e assinando como “os educadores”, provocando o caos na pretensiosa harmonia dessas famílias. A história se desenvolve, outros personagens entram para a trama, ficando ainda mais marcante o anseio por mudanças desses jovens, que buscam de forma pacífica sacudir o sistema vigente e que ainda sustentam ideais que se perderam na vida contemporânea, buscando, em pequenas ações, uma sociedade diferente. Trata-se de um “modo de fazer política e mudar o mundo’, como pontua Jan, um dos amigos.

Os diálogos trazem várias questões atuais, contando ainda com pontos de vista distintos, nos presenteando com verdadeiras pérolas em trechos que compõem a discussão entre um homem, que viveu os protestos de 1968 e os amigos “educadores”, tendo um desses, diante do questionamento: “Onde vocês querem chegar com tão pouco?”, respondido: “Esta ação é apenas uma pequena célula revolucionária, que se multiplicará pelo país, cujo objetivo é mudar o mundo”. E creio que essa também seja a intenção do filme...

 

Título: Die Fetten Jahre sind vorbei / The Edukators
Diretor: Hans Weingartner  
Elenco: Daniel Brühl, Julia Jentsch e Stipe Erceg
País: Alemanha
Ano: 2004


OBS: A intenção aqui não é fazer uma crítica completa do filme, mas sim provocar o interesse de vê-lo. Assim, tento articular alguns elementos da obra com as questões abordadas em aula, sem expor a trama e sem impedir que os que o assistam desenvolvam suas próprias idéias. Além disso, sempre odiei que me contassem o que acontece nos filmes, não me reservando o direito de descobrir o que meu interesse permitisse.

Na mesma proposta...
Filme sugerido: V de Vingança [2006]  Diretor: James McTeigue
Música sugerida: The Times They Are A-Changin' – Bob Dylan

Post feito ao som de John Mayer - Continuum[2006]


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Diário de Bordo - Exercício Ético-Político-Estético

Há muito tive um blog onde postava sobre as coisas que mais gostava. Assistia a um filme, lia um livro ou estava totalmente apaixonada por um álbum, corria para escrever um comentário. Contudo, sempre tive dificuldades em publicar. Dizia que não queria rebater as críticas ¬¬’, mas em verdade, não eram bons textos... eram extremistas e exagerados.
            Agora é uma nova tentativa, mascarada pela exigência acadêmica...
Vou utilizar deste espaço para registrar impressões, idéias, pensamentos e reflexões que me surgirem nas aulas da disciplina de Psicologia Institucional – 9º períodos/ Psicologia PUC-Betim, ministrada pela Prof ª Maria Luiza, a fim de promover, conforme solicitado pela mesma, um exercício Ético-Político-Estético, aproveitando assim o que antes me atrapalhava: os devaneios que sofro durante as aulas.
           Sempre que escuto algo sou remetida a uma música, um filme, ou a algo que já li, sendo que por vezes nem le
mbro onde e nem escrito/feito por quem. Assim, vou tentar trazer alguma articulação referente a cada aula baseada nesses momentos. Só espero que essa empreitada seja possível...