quarta-feira, 15 de junho de 2011

Rumo a UBA!!! Nha… ^^




Estava sem idéias para repassar o link do blog para a professora e eis que surge aquele ser que sempre nos salva das situações, das mais simples as mais complicadas, resolvendo tudo em questão de segundos, e que levam o nome de amigo. Assim, Gi... obrigada pelo “cartão de seqüestro”  rsrs
Adorei!!!




E para não perder o costume...

Post feito ao som de Marvin Gaye - Let's Get It On [1973]


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cinema e (minhas) Experiências Estéticas


Post referente a aula do dia 06/06/2011


            Na última aula que compõe o cronograma obrigatório do diário de bordo, o tema abordado foi a concepção de estética. Há dias circundávamos esse tema, em verdade desde o dia da exibição do filme “O fabuloso destino de Amélie Poulain’, mas ainda não tinha sido tratado de forma clara. Porém, apesar da demora e do pouco entendimento, já o elegi como sendo a novidade mais fascinante da disciplina (a idéia de “utopia ativa” perdeu seu posto rsrsrs). Bom, isso se deve 1º a noção de que estética, diferentemente da noção do senso comum, não se referi a um padrão de beleza, mas em verdade, remete a concepção de uma experiência singular que conduz a produção de algo novo e que, consequentemente, promove um embelezamento da vida. 
Logo...Tem como não gostar de algo tão poético e tão visceral?!?!?! ^^
            Neste sentido, e conforme afirmado pela Prof. Maria Luiza (quem espero que esteja lendo tudo isso aqui ¬¬’), a arte pode proporcionar uma experiência estética, afinal amplia as possibilidades de pensar o mundo. E, é pensando nisto que fiz uma lista com alguns dos filmes (ia incluir músicas e livros, mas o prazo não me ajuda) que considero terem me proporcionado essa experiência, e que na época não soube definir, mas agora as denomino de “experiências estéticas”.
Os itens que seguem na lista não se encontram em ordem de preferência (tenho dificuldades em decidir isso), mas representam obras que assim que as vi/ouvi me causaram tamanho impacto e me proporcionaram boas horas de insônia, nas quais as revi/reouvi, bem como boas interrogações quanto ao meu modo de pensar e de agir.
Bom, fica difícil comentar detalhadamente, 1º porque enrolei até o último minuto, como de costume, e porque não quero nada enfadonho demais. Então vou fazer ao estilo moovee.me* e vou tentar em pouco caracteres dizer da obra.


  
 
Taxi Driver – Filme crítico, ataca a violência urbana pela figura de um taxista atormentado. Considero o melhor da dupla De Niro e Scorsese.


 

 Walking Life – Um filme sustentado em diálogos provocativos e filosóficos. Sempre sou atormentada pela frase: “Um amigo me disse uma vez que o maior erro que podemos cometer é achar que estamos vivos quando na verdade estamos dormindo na sala de espera da vida.”


 

 Det Sjunde Inseglet (O sétimo selo) – Questões metafísicas tratadas por Bergman de forma intensa e poética. Assisti-lo é obrigatório.



 


Dogville – A forma com que foi filmado rompe com vários paradigmas cinematográficos e o enredo, com seu caráter crítico, incomoda e induz a reflexão quanto a condição humana. Conta ainda com um final arrebatador.


 

 The Unbearable Lightness of Being -  Trata da fragilidade  e da efemeridade da vida de uma das formas mais bela que o cinema já conseguiu.




 
Este post encerra a sessão destinada ao diário de bordo, mas registro aqui a satisfação em fazer este trabalho, afinal o considerei a atividade mais interessante e envolvente que surgiu no curso nos últimos tempos.

*Site ao estilo twitter onde se "brinca" de crítico de cinema com no máximo 140 caracteres http://moovee.me/user/Kellara
**Citaria ainda o filme The Edukatores, mas ele já aparece em um dos posts.


Post feito ao som e a imagem do DVD Where the Light Is - John Mayer Live in Los Angeles[2008]


  

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Professora Durden


Post referente a aula do dia 31/05/2011
           
            Em meio às aulas de “psicologias” sempre me lembro de uma cena de filme, um trecho de música ou algo assim. E neste dia em questão não foi diferente, porém foi de uma forma mais inusitada.
Assim, quando alguns alunos questionavam as ações da personagem Amélie Poulain (sim, ainda falávamos deste filme* rsrs), pontuando que muitas não continham um caráter moral, sustentando esse argumento em uma concepção burguesa forjada em meio ao capitalismo e que remete a idéia de bem privad. A professora - M. Luiza - se posicionou de modo a defender a ética da personagem em um rompante que classifiquei como pertencente a Tyler Durden, afinal a proposta dela era bem subversiva, quase ao estilo de explodir o apartamento de alguém, ignorando a noção de bem privado (e as leis que regem essa lógica), para que essa pessoa tenha um despertar e se posicione contra uma existência consumista e superficial, repudiando o melhor estilo Revista “Caras”. No caso da aula a professora tentou nos conduzir a contemplação das ações de Amélie no seu sentido mais positivo.
 Não digo que isso é ruim, ao contrário, acho o personagem um dos mais “foda” que o cinema americano já conseguiu projetar, e o lugar de professor deve ser o de provocador.

Estou demorando muito para construir os textos, ando sem criatividade para o diário, e o pouco que escrevo não tenho tido coragem de postar.
Será que tenho realmente entendido as aulas? :$


*Discussões de filmes sempre me causam grande expectativa e talvez por isso sempre fico frustrada, aconteceu recentemente em um cinema comentado, cujo filme era Black Swan [2010] e se repetiu em Amélie Poulain.

** Tyler Durden é um personagem, interpretado por Brad Pitt, e pertencente ao longa-metragem estadunidense Fight Club, dirigido por  David Fincher e lançado em 1999.


Post feito ao som de Queens Of The Stone Age - Songs For The Deaf [2002] 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Les temps sont durs pour les rêveurs


Post referente a aula do dia 30/05/2011

            A aula consistiu na exibição de um filme, então acho que aqui cabe somente um comentário sobre o mesmo (comentário similar ao entregue a professora como atividade avaliativa). Até porque essa última semana um desanimo se apoderou de mim de tal forma que até esta atividade, que elegi a mais interessante do semestre, não consegue me mobilizar, tanto que estou com o post muito atrasado.
“O Fabuloso Destino de Amelie Poulain” é um filme frances dirigido por Jean-Pierre Jeunet, tendo sido realizado em 2001 e conta em seu elenco com Andrey Tautou, Mathieu Kassovitz, Rufus e Yolande Moreau.
O filme é uma experiência deliciosa, afinal conta com uma fotografia impecável, uma bela trilha sonora e uma narração em off muito inusitada, que se juntam para apresentar uma personagem que se ocupa em perceber o sentido em tudo, até no que aparenta pouca vitalidade e que nos guia em direção aos pormenores da vida com uma intensidade arrebatadora. Amélie é uma mulher, que apesar da infância solitária, cresceu desenvolvendo um grande senso de empatia, tendo uma visão de vida marcada por uma adorável delicadeza e até certa ingenuidade, agindo sobre a mesma de forma romanceada. Assim, segue promovendo bem intencionadas intromissões na vida dos outros (o que repercute em questões referentes a condição moral de tais atos), mas permanecendo indiferente quanto ao vazio da sua própria existência. Esse ponto surge em um diálogo entre a protagonista e o personagem conhecido como “homem de vidro”, quando estes conversam sobre os personagens do quadro que ele está pintando:
[...]
- Sabe a garota do copo de água?
- Sei.
- Parece distante, talvez seja porque está pensando em alguém.
- Em alguém do quadro?
- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidos.
- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.
- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.
- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem?"
[...]
            Deste modo, contemplamos Amélie caminhando ruma a compreensão de que o contentamento da vida se encontra, e se sustenta em principal, nas pequenas coisas que compõem o dia a dia, e em especial na forma que lidamos com esses acontecimentos “banais”. Assim, são essas preferências sutis que nos definem e revelam quem somos*. E é por isso que “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” é um filme que cuida do encanto cotidiana da vida. É, portanto, um filme adorável em vários sentidos.

Em tempo: Quando ia finalizar o post lembrei-me, graças a uma música do Gary Jules, de uma frase do filme, que quando o vi da primeira vez há uns 4 anos, achei fascinante. No filme uma personagem sem muita expressão diz para Amélie: “São tempos difíceis para os sonhadores”(Les temps sont durs pour les rêveurs). E de fato... são tempos difíceis para os que sonham, para os que estranham as demandas sociais e do mercado, para os que não se rendem ao hits das rádios, para os que não se entretêm com a grade de novelas, para quem não busca desesperadamente o sentido prático da vida.


*O apreço que o longa-metragem sugere ao que parece insignificante me lembrou ainda a cena clássica de um saco plástico “dançando” ao dispor do vento no filme “Beleza Americana” (American Beauty-1999), no qual um personagem gravou vários minutos desse acontecimento o considerando de uma beleza imensurável.

Título: Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain
Diretor:  Jean-Pierre Jeunet
Elenco: Andrey Tautou, Mathieu Kassovitz, Rufus e Yolande Moreau.
País: França
Ano: 2001
 
Gary Jules – Mad World [compõe a soundtrack de um dos meus filmes preferidos “Donnie Darko”]

Post feito ao som de Dream Theater - A Change Of Seasons [1995]