Post referente a aula do dia 06/06/2011
Na última aula que compõe o cronograma obrigatório do diário de bordo, o tema abordado foi a concepção de estética. Há dias circundávamos esse tema, em verdade desde o dia da exibição do filme “O fabuloso destino de Amélie Poulain’, mas ainda não tinha sido tratado de forma clara. Porém, apesar da demora e do pouco entendimento, já o elegi como sendo a novidade mais fascinante da disciplina (a idéia de “utopia ativa” perdeu seu posto rsrsrs). Bom, isso se deve 1º a noção de que estética, diferentemente da noção do senso comum, não se referi a um padrão de beleza, mas em verdade, remete a concepção de uma experiência singular que conduz a produção de algo novo e que, consequentemente, promove um embelezamento da vida.
Logo...Tem como não gostar de algo tão poético e tão visceral?!?!?! ^^
Logo...Tem como não gostar de algo tão poético e tão visceral?!?!?! ^^
Neste sentido, e conforme afirmado pela Prof. Maria Luiza (quem espero que esteja lendo tudo isso aqui ¬¬’), a arte pode proporcionar uma experiência estética, afinal amplia as possibilidades de pensar o mundo. E, é pensando nisto que fiz uma lista com alguns dos filmes (ia incluir músicas e livros, mas o prazo não me ajuda) que considero terem me proporcionado essa experiência, e que na época não soube definir, mas agora as denomino de “experiências estéticas”.
Os itens que seguem na lista não se encontram em ordem de preferência (tenho dificuldades em decidir isso), mas representam obras que assim que as vi/ouvi me causaram tamanho impacto e me proporcionaram boas horas de insônia, nas quais as revi/reouvi, bem como boas interrogações quanto ao meu modo de pensar e de agir.
Bom, fica difícil comentar detalhadamente, 1º porque enrolei até o último minuto, como de costume, e porque não quero nada enfadonho demais. Então vou fazer ao estilo moovee.me* e vou tentar em pouco caracteres dizer da obra.
Taxi Driver – Filme crítico, ataca a violência urbana pela figura de um taxista atormentado. Considero o melhor da dupla De Niro e Scorsese.
Walking Life – Um filme sustentado em diálogos provocativos e filosóficos. Sempre sou atormentada pela frase: “Um amigo me disse uma vez que o maior erro que podemos cometer é achar que estamos vivos quando na verdade estamos dormindo na sala de espera da vida.”
Det Sjunde Inseglet (O sétimo selo) – Questões metafísicas tratadas por Bergman de forma intensa e poética. Assisti-lo é obrigatório.
Dogville – A forma com que foi filmado rompe com vários paradigmas cinematográficos e o enredo, com seu caráter crítico, incomoda e induz a reflexão quanto a condição humana. Conta ainda com um final arrebatador.
The Unbearable Lightness of Being - Trata da fragilidade e da efemeridade da vida de uma das formas mais bela que o cinema já conseguiu.
Este post encerra a sessão destinada ao diário de bordo, mas registro aqui a satisfação em fazer este trabalho, afinal o considerei a atividade mais interessante e envolvente que surgiu no curso nos últimos tempos.
*Site ao estilo twitter onde se "brinca" de crítico de cinema com no máximo 140 caracteres http://moovee.me/user/Kellara
**Citaria ainda o filme The Edukatores, mas ele já aparece em um dos posts.
Post feito ao som e a imagem do DVD Where the Light Is - John Mayer Live in Los Angeles[2008]





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